Publicado por: prjoselima | 28/03/2009

Feliz é o homem que não tem remorsos

O tema aponta três realidades para as quais não existe definição única: HOMEM, FELICIDADE e REMORSO. Conhecer conceitos mínimos destas realidades é condição indispensável para o entendimento do que está dito no tema. As várias áreas do saber humano, por causa da especificidade de cada uma delas e, ainda, conforme a influência que recebam das ideologias, poderão defini-las e conceituá-las diversamente. Todavia, a proposição do tema é que o remorso estorva a felicidade, embora não seja este o único inimigo da felicidade humana. Resta saber, depois de conhecidos os significados de homem, felicidade e remorso, como evitar este último, já que se revela inimigo da felicidade humana.

 

Remorso, começando pela ordem crescente de importância, é o sentimento de pesar por um erro praticado. Não se deve confundir remorso com arrependimento. Este é mudança de atitude em relação à um ato praticado. Aqui o homem deseja não ter feito o que fez; se pudesse, retroagiria no tempo para refazer ou desfazer o ato. Aquele, é o pesar, a tristeza, que surge geralmente em função das conseqüências do erro praticado. O homem pode arrepender-se tanto por um erro que cometeu, quanto por um bem que tenha feito. Mas só sentirá o remorso quando seus atos produzirem conseqüências danosas ou o expuserem ao vexame público.

 

Felicidade, numa definição pobre, é o sentimento de prazer, de alegria, que resulta de se ter sido bem sucedido em algum empreendimento. Embora pobre, esta é uma definição ampla, pois abrange concepções subjetivas, haja vista que o que pode ser motivo de felicidade para uns, pode não ser para outros. Duas características da felicidade são efemeridade e fragilidade. É efêmera porque os fatos que a produzem não são perenes, como também não o é o homem nesta dimensão da vida. É frágil por causa de sua temporalidade e, principalmente, por causa da maldade enraizada no coração dos homens que os leva a agir egoisticamente.

 

Quanto ao homem, diremos inicialmente que é um ser de sentimentos, em razão de se ter dito que felicidade e remorso são sentimentos e se hospedam no homem. Mas, consideremos o que dizem algumas ciências. Para a Sociologia o homem é um ser de relações; para a Psicologia, um ser de interações; para a Filosofia, um ser que pensa; para a Teologia, um ser de fé.

 

Convém distinguir entre Teologia e Religião. Religião, um fenômeno social geralmente institucionalizado, tem como escopo a reconciliação entre o homem e Deus e o culto expressado na oração e adoração. Já a Teologia se propõe, como ciência, estudar a respeito de Deus e explicar suas obras (inclusive o homem) e suas relações com estas. É importante conhecer o que dizem essas ciências porque seus postulados lançam luz à compreensão da proposição do tema em foco.

 

Diremos agora que o homem é um ser capaz de atuar inteligentemente sobre a natureza e entre seus semelhantes; capaz de experimentar as sensações, em forma de sentimentos, dos resultados de sua atuação e, ainda, capaz de encontrar refúgio infalível quando todas as evidências se mostrarem contrárias ao seu bem. Finalmente, é um ser em busca da felicidade.

 

Como evitar o remorso? Sem dúvida alguma é evitando errar, já que remorso é o sentimento de pesar decorrente de um erro praticado. O homem deve lembrar-se que não está só no mundo e que, por isso mesmo, seus atos produzirão reflexos no meio social onde ele vive. Por outro lado, sua capacidade de sentir poderá cobrar-lhe as conseqüências de seus atos através do remorso e da turbação de sua consciência, para não falar em outros dissabores. E o homem é um ser que pensa. Por este recurso ele pode, no presente, reviver o passado e projetar o futuro. Assim deve refletir suas ações e agir como ser inteligente que é, evitando sentimentos e motivações mesquinhos que podem levar a erros e destes advir o remorso. É, portanto, feliz, o homem que não tem remorsos, pois se trata de pessoa consciente, ponderada, que pensa, julga e conhece que faz parte de um organismo – a sociedade – onde o bem-fazer de cada um é requerido para a felicidade de todos e, por isso, reflete seus atos antigos, suas decisões presentes e age inteligentemente.

 

Caso o erro não tenha sido evitado, restam ainda três recursos para o homem: confissão, reparação e perdão. A confissão sempre é possível; a reparação, entretanto, nem sempre. Nesse caso só o perdão poderá aplacar a fúria do remorso. Foi por isso que invocamos o testemunho da Teologia. Segundo esta ciência, como já foi dito, o homem é um ser de . É, pois, pela fé, mediante arrependimento e confissão sinceros, que o homem obtém perdão para seus erros e sua consciência fica em paz, deixando livre o canal do sentimento para o curso da felicidade.

 

Bem, sendo o homem um ser social, complexo em suas ações e reações, mas que pensa e pode ter fé, o remorso não lhe é obstáculo intransponível; pois, com o uso da razão pode medir seus atos e suas conseqüências, dirigindo-os para o bem coletivo (já que vive em sociedade). Mas, quando sua consciência despertar com os alaridos do remorso a dissipar-lhe a felicidade, a fé – desde que precedida pelo arrependimento e confissão sinceros – abrir-lhe-á o caminho do perdão pelo qual ficará livre do remorso e terá de volta sua felicidade.

 

E assim,

 

FELIZ É O HOMEM QUE NÃO TEM REMORSOS !

Publicado por: prjoselima | 25/03/2009

Livre Arbítrio e Liberdade

Dois temas bastante discutidos e com muito pouco acordo. No geral, aqueles que os abordam confundem um com o outro.


De acordo com os ensinos gerais da Bíblia Sagrada, liberdade é poder para fazer o que se quer e não fazer o que não se quer (Paulo encontrou-se em conflito no capítulo 7 da carta aos Romanos, a respeito disto). Já LIVRE ARBÍTRIO, é o direito de se fazer escolhas pessoais. Esse direito é imanente ao ser humano, por decisão divina. Isto significa que todas as pessoas podem e devem fazer suas próprias escolhas, a despeito de coação, pressão ou qualquer outro instrumento. Liberdade, a bem da verdade, não existe em sentido absoluto, mas relativo. O Senhor Jesus ensinou que a prática continuada do pecado escraviza, mas Ele, Jesus, promove a libertação desse cativeiro mediante o conhecimento da verdade (João 8.32).

É necessário estabelecer que liberdade só pode existir com responsabilidade, porque se posso escolher, torno-me responsável pelas conseqüências da escolha que fizer. A salvação, por exemplo, nos é oferecida gratuitamente, com a exigência única de fé obediente. Eu escolho recebê-la ou rejeitá-la. Serei responsabilizado por isso. Serei inescusável porque sou capaz de refletir sobre minhas decisões e antever os resultados delas. Aqui e ali, nos movimentos dessas decisões, ocorrem coisas que nem sempre conhecemos, nem sempre temos o controle delas. São interferências do mundo espiritual, valendo-se até do mundo físico, em forma de tentações, às quais devemos resistir com firmeza, oração e vigilância (O espírito está pronto, mas a carne é fraca, disse o Senhor Jesus).

 

As interferências que podem comprometer nossas decisões geram a necessidade de estarmos preparados, prontos; exigem esforço de conhecimento, juízo adequado da realidade para que nos antecipemos aos resultados e façamos escolhas sábias, exercitando responsavelmente nossa liberdade.

Publicado por: prjoselima | 14/02/2009

A Bíblia me Aleijou

A BÍBLIA ME ALEIJOU

Apesar de a Bíblia ter sido o primeiro livro impresso depois da invenção do prelo; de ser, desde muito tempo, o livro mais lido no mundo; de ser reconhecida como o livro que mais influenciou pessoas, nações e gerações; de ser reconhecida como o livro de conteúdo moral mais elevado; ainda é possível encontrar quem a conteste.

Certa vez ouvi um professor dizer que tinha sido aleijado pela Bíblia, quando ainda era adolescente. Argumentou o tal professor que ficou assombrado com o que leu na Bíblia (não disse exatamente o quê) e que sofreu lesões em seu sistema de ética.

Certamente o dito professor não leu o livro do profeta Isaías, capítulo 1 versículos 5 e 6; nem ainda a Carta de Tiago, especialmente o capítulo 1 e versículos 19 a 27, onde ele certamente entenderia que descobriu seus próprios defeitos. Como disse Tiago, a Bíblia é como um espelho, que reflete exatamente o que somos e sem torções, nem máscaras. E, antes que algum leitor se espante com esta declaração, antecipo que a Bíblia faz isso não para assombrar, nem aterrorizar, muito menos para condenar alguém, mas, como na medicina, para diagnosticar bem o problema a fim de prescrever o tratamento adequado.

Ninguém gosta de saber que está doente, mas é necessário saber e seguir o tratamento indicado pelo médico. De igual modo, é duro saber que temos imperfeições morais, que temos problemas com nosso caráter. Se alguém não nos mostrar com clareza e sinceridade nosso estado, como poderíamos melhorar nossa existência na terra?

Pela leitura da Bíblia, nosso verdadeiro caráter é exposto e nos damos conta do quê e de quem realmente somos. Se formos sinceros e humildes para reconhecermos e admitirmos nossa condição, e se formos perseverantes na leitura, não tardará a cura. Bilhões de pessoas testificam isso pelo mundo afora, inclusive eu.

Na sua essência, a mensagem da Bíblia inspira fé, estimula a esperança, enaltece o amor e a justiça e encoraja à retidão. Quando estamos confusos, “lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho é a tua palavra”, diz o Salmo 100.105. Quando reconhecemos nossas impurezas, eis a Bíblia declarando: “Como purificará o mancebo o seu caminho? Observando-o segundo a tua palavra”, Salmo 119.9; e ainda, “Vós já estais limpos por causa da palavra que vos tenho falado”, disse Jesus em Mateus 15.3. Se nos sentirmos fracos e abatidos, eis a Bíblia declarando: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”, Salmo 46.1. Se o caminho se torna áspero, difícil e sôfrego, eis que nos diz o Senhor Jesus: “Estou convosco todos os dias…”, Mateus 28.20c; e o Pai eterno confirma: “Não temas, pois eu sou teu Deus. Eu te fortalecerei e te ajudarei; eu te sustentarei com a destra da minha justiça… Quando passares pelas águas, estarei contigo, e quando passares pelos rios, eles não te submergirão. Quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.”, Isaías 41.10; 43.2.

Que direi mais…? Em outro texto continuarei essa reflexão…

Publicado por: prjoselima | 10/02/2009

O Dever de se Buscar Conhecimento de Deus

O DEVER DE SE BUSCAR CONHECIMENTO DE DEUS

 ”Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.” II Pedro 3.18.

A busca do conhecimento acerca de Deus deve ser motivada pelo censo do dever, e ter como alvo o aprimoramento do coração. Uma vez alcançado, esse conhecimento deve ser escondido e enraizado profundamente no coração como a linha orientadora de toda nossa vida. Três razões justificam tal dever.

Em primeiro lugar, quando o conhecimento sobre Deus é empreendido apenas pelo desejo simples de conhecimento, ou como atividade meramente especulativa, a mente não se contenta com a verdade simples e acaba elaborando questões sem proveito e embaraçando-se com dificuldades das quais é incapaz de desvencilhar-se. É daqui que surge, em geral, o ceticismo.

Segundo, é sabido que nossa existência em nada dependeu de nós próprios. Sendo assim, alguém a planejou, e as leis do universo nos ensinam que nada em seu funcionamento é fortuito. Devemos então saber os objetivos para os quais viemos à existência, e só o saberemos se conhecermos Aquele por cujo poder existimos. Ninguém, em sã consciência, duvidará que Esse é Deus.

Terceiro, é sabido que nossa existência não se perpetua nesta vida. No entanto nossos instintos empurram-nos a prepararmo-nos para viver eternamente. O quê e como será a eternidade só saberemos mediante Aquele que tudo criou. Os elevados poderes intelectuais do homem requerem um exercício apropriado e condigno. Seus conhecimentos não se limitam a objetos ao alcance de suas mãos e nem àquelas relações e propriedades das coisas que são percebidas de imediato pelos sentidos; a sua razão percebe relações remotas, seguindo a cadeia de causa e efeito através de longas sucessões. Partindo do momento presente, perscruta a história passada, vinculando acontecimentos na ordem própria de dependência uns dos outros. Através do conhecimento passado, o homem se torna capaz de prever e de preparar-se para o futuro.

A natureza própria do homem exige tal exercício de conhecimento. Os objetos do seu afeto ou desafeto e das suas aspirações ou repulsas são naturalmente mensuráveis e tangíveis, entretanto as forças que lhe impelem à um ou outro não o são, como também não o são o afeto ou desafeto que nutre por elas. Aqui impõe-se uma transposição do exercício cognoscitivo para a dimensão imaterial, ou esfera espiritual.

Nada disso, entretanto, seria possível se a mente humana não estivesse qualificada para um contínuo progresso no conhecimento e, sendo assim, para o estado da imortalidade. Essa adaptação inclui um insaciável desejo de obter conhecimento, bem como a capacidade de adquiri-lo.

E, note-se, a brevidade da vida terrena é incompatível com a extraordinária capacidade cognoscitiva do homem. Por isso seus esforços na área do conhecimento penetram o espiritual e o eterno. E, nem o espiritual, nem o eterno assentam-se em bases relativas, mas no absoluto Deus, visto que nele estão suas origens. Desse modo, o conhecimento de Deus é o ponto máximo e ideal que o homem deve desejar e buscar com afinco.

Publicado por: prjoselima | 30/01/2009

Religião é um Lixo

RELIGIÃO É UM LIXO

Foram estas as palavras ditas por um certo professor. Será que o tal professor tem consciência plena das implicações de sua declaração?

Boa parte dos psicólogos, por exemplo o Dr. Merval Rosa, afirma que a religião é bastante salutar na formação do caráter e no desenvolvimento da personalidade. Sociólogos também afirmam sua importância para a saúde social, especialmente no que respeita a coesão da sociedade humana.

As Universidades (Harward, Sorbone, Oxford, PUC, Mackenzie…, são muitas) foram criadas e são mantidas por instituições religiosas. Os melhores hospitais do Brasil são esforços de instituições religiosas. As empresas mais sérias e que desenvolvem um trabalho social invejável foram criadas por religiosos, a exemplo do BRADESCO, Azulejos KLABIN, Banco Safra, PLASTIGEL…

Tudo isso é lixo, no julgamento do dito professor. Que absurdo! Que falta de imaginação! Que falta de compromisso com os fatos!

É fato que algumas instituições religiosas exploram o indivíduo e cerceiam sua liberdade, mas nem todas as religiões procedem dessa forma. È necessário distinguir, especialmente, o Cristianismo bíblico, não me refiro ao cristianismo estatizado, mas aquele que se manteve fiel aos ensinos da Bíblia Sagrada, desde os dias apostólicos. Tal Cristianismo não é uma instituição criada por homens, mas a manifestação religiosa conformada aos padrões bíblicos de indivíduos pertencentes à diversas denominações.

Uma olhada ligeira na história nos permitirá ver os benefícios gerados pelo Cristianismo bíblico. Os duelos de gladiadores foram extintos, o infanticídio reprimido, estabelecimento de um dia descanso semanal para os trabalhadores, tratamento respeitoso e igual para todas as pessoas, valorização da mulher são apenas alguns dos benefícios trazidos pelo Cristianismo bíblico sob a bandeira da PAZ, da JUSTIÇA, do AMOR, da VERDADE e, acima de tudo, da GRAÇA.

A GRAÇA é a característica peculiar do Cristianismo bíblico, nenhuma outra religião a tem quer seja como abordagem, quer seja como fundamento, nem ainda como virtude. GRAÇA, como encontrada na Bíblia, nenhum mortal seria capaz conceber. Por ela, Deus nos oferece os bens que necessitamos para uma vida digna, confortável e feliz dos quais não somos merecedores.

Publicado por: prjoselima | 30/01/2009

A Arte de Complicar

A Arte de Complicar

Talvez este não seja o título mais apropriado para as situações em que se fazem perguntas sem desejo de respostas esclarecedoras. Então,  novas perguntas surgem sem que as anteriores tenham sido cabalmente respondidas.

Outro complicador são os relacionamentos de idéias que não apresentam correspondência entre si; ou quando apontam a causa de um efeito sem estabelecerem o histórico que constrói a relação necessária entre um e outro. Há ainda, especialmente num debate, o recurso de se acusar o outro daquilo que se faz pessoalmente… E ainda existem aqueles que se entrincheiram em suas convicções sem se importarem se elas estão corretas ou não.

A verdade deveria ser o objeto de busca de todos. Se estivermos equivocados, deveríamos agradecer se alguém nos corrigisse. Se não temos como provar nossa tese, a abertura para novas evidências seria salutar. Se nossas idéias não estão claras o suficiente, aceitar novos argumentos seria prudente. Mas o orgulho nos impede de reconhecermos nossa própria ignorância (precisamos de mais Sócrates em nosso tempo). A vaidade nos obstaculiza o caminho da sinceridade e da humildade. Sem falar da presunção que é cega e nos conduz a tolice e esta, nos arremete para bem longe da verdade.

Publicado por: prjoselima | 29/01/2009

Bem vindos!!!

A decisão de publicar um blog vem das constantes perguntas que recebo de alunos, amigos, irmãos de fé e visitantes do site www.igamel.com.br. Aqui postarei não apenas respostas às perguntas que me fazem, como também textos meus e de outros autores cujo conteúdo revele interesse.

Tenho consciência dos desafios que enfrentarei a partir de agora, mas estou disposto a enfrentá-los. Conquanto possa comunicar-me com quem me visite, terei por prazeiroso o desafio de escrever sempre.

Categorias