Publicado por: Pr Jose Lima | 20/11/2010
Quando somos superficiais
Ser superficial é não ir às raízes das questões que afetam nossa existência e de temas que nos circundam. O ruim disso está nos juízos que formulamos de modo precipitado e incoerente os quais, se não forem analisados serenamente, acabam criando conflitos nos relacionamentos interpessoais.
Certo leitor deste blog referiu-se a Deus como sendo “um JUIZ TODO-PODEROSO e MALVADO” e ainda declarou que “a bondade pregada pela religião não se baseia em altruísmo, mas interesse”. Tais afirmações revelam atenção parcial, superficial e apreciação extremamente subjetiva daquilo que foi afirmado. Vejamos porquê.
Primeiro, o JUIZ TODO-PODEROSO, caso se refira à Deus, nunca foi MALVADO, pelo contrário, seus atos registrados na Bíblia sempre demonstraram bondade, compaixão, justiça e amor. O profeta Jeremias declarou que “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim.” Lamentações 3.22. Jeremias tinha consciência de que o ser humano não tem do que se queixar senão dos seus próprios pecados (Lamentações 3.39) e, como disse Isaías, são os nossos pecados que tornam nossas melhores obras em trapo de imundícia (Isaías 64.6).
Como Pai amoroso e justo que é, Deus às vezes corrige-nos: “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do SENHOR, E não desmaies quando por ele fores repreendido…; se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?… E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” Hebreus 12.5,7,11, porque ”ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão, segundo a grandeza das suas misericórdias.” Lamentações 3.32.
Um Deus que se compadece daqueles que erram obstinadamente e lhes oferece perdão e vida nova, conforme declara a Escritura: “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei.” Ezeuiel 18.32. “A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.” Atos 10.43. Um Deus que dá o seu próprio Filho como cordeiro para proporcionar perdão e vida eterna (João 3.16) aos pecadores está longe ser MALVADO.
Segundo, a Bíblia enfatiza que a força motivadora de qualquer ato ou palavra de bondade deve ser o amor, do contrário, para nada serviria. Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (I Coríntios 13.1-7).
Os mandamentos encontrados no Antigo Testamento, as doutrinas descritas no Novo Testamento, refletem o ensino do Senhor Jesus resumido no Evangelho de Mateus: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.” Mateus 7.12, tudo regido e motivado pelo amor, novo mandamento que deixou para os seus seguidores: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” João 13.34.
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