As Religiões e o Cristianismo
Religião é um fenômeno social geralmente institucionalizado, que tem como escopo a reconciliação do homem com Deus e como prática o culto expressado na oração e adoração. Sua estrutura contempla uma cosmovisão, o sagrado, um corpo doutrinário e um conjunto de crenças.
Dizem com freqüência que política, futebol e religião não se discute. Mas são os temas mais freqüentes nas conversas informais e, até mesmo, em debates acadêmicos. Verdade é que só damos atenção à assuntos que afetam nossa existência, que é o caso da religião, que não sai das nossas discussões mesmo quando a chamamos de lixo, de veneno e de “ópio”.
Existe a tendência de se colocar no mesmo saco todas as manifestações religiosas da humanidade, especialmente quando são considerados os aspectos repugnantes que julgamos estarem presentes em qualquer religião. Mas a verdade é outra. Primeiro, porque nem sempre o que dizemos das religiões corresponde ao que elas realmente são. Segundo, porque podemos estar certos a respeito do que dizemos, mas o que dizemos pode não se aplicar à todas as religiões. Terceiro, porque existem “desvios padrões”, isto é, alguns indivíduos maculam suas religiões através de comportamentos que não refletem os ensinos da religião que professam.
O Cristianismo, se tomado como religião, difere essencial, histórica e objetivamente das demais religiões. Primeiro porque não foi inventado por homens, mas planejado por Deus antes mesmo da queda do homem. Segundo, porque não opera conforme padrões e recursos meramente humanos, mas conforme o poder de Deus (Romanos 1.16) e tem sua motivação no amor de Deus (João 3.16). Terceiro, porque o fundamento justificador da esperança do crente é a obra do Senhor Jesus (morte e ressurreição) por meia da qual o crente recebe perdão dos seus pecados e é reconciliado com Deus. Isto faz do Cristianismo a única religião redentora.
O que quer que digamos do Cristianismo só terá valor se estiver de acordo com os ensinos do seu fundador: Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo. Nos seus ensinos, o Senhor Jesus declarou que a diretriz máxima dos nossos relacionamentos é o amor (João 13.34) e que por isso o bem do próximo deve ser buscado como se fora o nosso próprio bem: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas. Mateus 7.12. Até no exercício da liderança o Senhor Jesus doutrinou que o modelo é o serviço: Mas Jesus, chamando-os a si, disse-lhes: Sabeis que os que julgam ser príncipes dos gentios, deles se assenhoreiam, e os seus grandes usam de autoridade sobre elas; mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser ser grande, será vosso serviçal; e qualquer que dentre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos. Marcos 10.42-45.
Agora, se alguns indivíduos agem de forma diferente, ou se algumas pessoas interpretam esses valores (amor, altruísmo, respeito, solidariedade) como lixo ou veneno, é um problema para o qual o Evangelho do Senhor Jesus, o Cristo de Deus, é a solução, posto que é poderoso para transformar o mais vil pecador em uma nova pessoa: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. II Coríntios 5.17.