Não sou apenas um fenômeno biológico,
Irrompido no tempo e no espaço,
Surgido nos braços de vidas que o regaço,
Acolheu, sem escolha, quase ilógico.
Não sou apenas um somatório,
De células, sentimentos e pensamentos,
Que geraram experiências, às vezes em tormentos,
No decurso do viver, que ao meu ver, quase ilusório.
Também não sou o que pareço,
No esboço do meu corpo, nem na voz,
Do discurso que profiro do apreço,
Que a vida me oferece, meio atroz.
Também não sou o que dizem que eu sou,
Pois me vêem no apreço de si mesmos,
Ignorando o que de dentro me jorrou,
Nas medidas sem parâmetros dos seus ermos.
Afinal, quem sou eu, se nada sou?
Sem respostas de apreço ao meu ser,
Que na vida, pela vida, a viver,
A esperança da promessa de um amor!
Pecador arrependido e redimido, eis o que sou!
Pois o amor do excelso Deus assim me fez,
Que a vida vai levando, de entremez,
Com a graça de Jesus, o Salvador.